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Jânio Quadros

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Em discurso da vitória, Bolsonaro diz que fará um governo defensor da Constituição, da democracia e da liberdade



29/10/2018 - 09:20

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Em discurso da vitória, Bolsonaro diz que fará um governo defensor da Constituição, da democracia e da liberdade
De acordo com a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro recebeu 57,8 milhões de votos (55,1%) e Haddad, 47 milhões (44,8%).

O presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (28), ao ler o discurso da vitória na porta da sua casa, na Barra da Tijuca - RJ, que o novo governo será um "defensor da Constituição, da democracia e da liberdade". De acordo com a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jair Bolsonaro recebeu 57,8 milhões de votos (55,1%) e Haddad, 47 milhões (44,8%).

No discurso, Bolsonaro declarou “que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é a palavra vã de um homem, é um juramento a Deus". Ele ainda assumiu o compromisso de fazer um “governo decente”, formado por pessoas com o propósito de transformar o Brasil em uma “grande, próspera, livre e grande nação”.

O presidente eleito ainda disse que, como defensor da liberdade, vai guiar um governo que defenderá e protegerá os direitos do cidadão, que cumprirá seus deveres, respeitará as leis, a verdade e a federação, garantindo que os recursos federais cheguem aos estados e municípios, quebrando o “ciclo vicioso do crescimento da dívida” para estimular investimentos e gerar empregos.

Bolsonaro ainda disse que os jovens do país vivem um período de estagnação econômica e prometeu que isso mudará, afirmando que governará “com os olhos nas futuras gerações, e não na próxima eleição”. Sobre as relações com outros países, disse que libertará o “Brasil e o Itamaraty” – o presidente eleito é crítico do apoio dos governos petistas a países como Venezuela e Cuba. Ele ainda defendeu buscar relações bilaterais com países que agreguem valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros.

Questionado após a leitura do discurso sobre a divisão do Brasil, Bolsonaro disse que trabalhará para “pacificar o Brasil”. “Vamos pacificar o Brasil e, sob a Constituição e as leis, vamos constituir uma grande nação”, declarou.

Sobre a montagem do futuro governo, o presidente eleito afirmou que três nomes estão acertados: Onyx Lorenzoni será o ministro da Casa Civil, Paulo Guedes o ministro da Fazenda e o general Augusto Heleno, ministro da Defesa. Ele ainda disse que “está quase certo” que o Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço, fará parte do governo. Os demais integrantes do governo será anunciado “com muita cautela”, segundo Bolsonaro.